- 10 de dezembro de 2025
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O setor de Preservação de Madeiras no Brasil contou com alguns fatores impulsionadores (drivers) desde o seu estabelecimento no cenário da indústria madeireira:
- Começando com a efetiva implementação da cultura do eucalipto no início do século passado, fruto do trabalho do Eng. Edmundo Navarro de Andrade. O objetivo era a produção de lenha para as locomotivas, produção de postes e dormentes tratados para as linhas telegráficas e sustentação dos trilhos das malhas ferroviárias.
- Vários processos e formulações eram adotados com relativo sucesso e, em 1965, surge a Lei 4.797, regulamentada pelo Decreto 58.016, que tornava obrigatório o emprego da madeira preservada em obras voltadas a serviços públicos.
- Em setembro de 1966, é promulgada a Lei 5.106, que dispunha sobre os incentivos fiscais ao reflorestamento – um impulso à cultura do eucalipto no Brasil, impactando positivamente a disponibilidade de espécies aptas à produção de madeira tratada.
- Em 1967 foi idealizado o Programa Nacional de Desenvolvimento – PND, implementado entre os anos de 1972 e 1974, que contemplava maciços investimentos em obras de infraestrutura, em especial voltados à expansão e modernização das malhas ferroviárias e à construção de grandes hidrelétricas, que demandavam por linhas de transmissão e redes de distribuição. A demanda por dormentes e, em especial, por postes destinados às linhas de transmissão de eletrificação urbana e rural, era enorme.
- A ABPM surge em 1969, com o claro objetivo de atuar como retaguarda institucional e técnica em apoio às empresas que surgiam como produtoras e fornecedoras de madeira tratada destinadas às inúmeras obras de infraestrutura.
- Em um trabalho excepcional, que envolveu todos os setores interessados – incluindo indústrias químicas, usinas de tratamento de madeiras, instituições de pesquisa e órgãos governamentais – foram elaborados textos de Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que dariam a retaguarda necessária para a produção de peças de madeira tratada a serem aplicadas nessas obras.
- Surgem as Normas de Postes e Dormentes Preservados, métodos analíticos e um importante convênio celebrado entre o antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a ABPM. Este Convênio proporcionava aos associados da ABPM acesso às análises laboratoriais comprobatórias da qualidade da madeira tratada destinadas à essas obras.
- Em paralelo, a ABPM dedicava-se à capacitação de profissionais envolvidos com a tecnologia de madeiras, com forte atuação na realização de cursos, treinamentos e um consistente programa de comunicação.
- Em 1989 surgem os textos legais regulamentadores das atividades voltadas à Preservação de Madeiras, através da Portaria 292 e, em 1991, é promulgada a Portaria 83, que proíbe o corte e exploração de madeiras nativas que eram extensivamente utilizadas como moirões de cerca por todo o Brasil. Isso abriu enorme janela de oportunidade para o mercado de moirões de eucalipto tratado, hoje produto dominante nesse segmento.
- Esses vários fatores propulsores do mercado da madeira tratada são exemplos de oportunidades que surgem em ambientes de negócios. Destaca-se que, atualmente, a crescente utilização da madeira tratada em sistemas construtivos representa enorme janela de oportunidades no presente e no futuro. Felizmente, uma vez mais, graças aos enormes esforços da ABPM, já existe a NBR 16.143 – Sistema de Categorias de Uso, ferramenta indispensável para aqueles voltados ao mercado da construção.
Autoria: Flavio C. Geraldo – ABPM – PR
Crédito das Imagens: Internet







