Era uma vez na pré-história …
Materiais utilizados ao longo de milênios determinaram os períodos da humanidade, que vêm desde a chamada pré-história até os dias de hoje. Tivemos a Idade da Pedra, seguida pela Idade do Bronze e do Ferro.
Desde a sua origem, o homem utilizava os materiais construtivos disponíveis na natureza e aos poucos foi evoluindo, procurando sempre modelar esses materiais de acordo com as necessidades. Na construção prevalecia a utilização da pedra, do barro e da madeira, até que ao longo do desenvolvimento da humanidade foram surgindo novas opções, chegando no aço e no concreto, cuja combinação sinérgica de seus resultados deu origem ao concreto armado, uma solução que predomina no setor construtivo há séculos.
Mais recentemente, a engenharia construtiva encontra-se em fase de reinvenção, recriando e dando um novo sentido às ideias. Com sólida retaguarda de desenvolvimento tecnológico, essa evolução tem levado à utilização da madeira como material construtivo que atende com sobra aos requisitos ambientais, aliados à economia, velocidade da obra, desempenho, conforto e beleza.
Hoje, já há quem utilize a expressão “Período do Renascimento da Construção”, que contempla o mercado com soluções construtivas base madeira, envolvendo sistemas mistos, wood-frame, projetos com madeira sólida ou engenheirada, tipo LVL, MLC ou CLT.
No Brasil, parece que ter havido um despertar muito louvável e animador que tem levado empresas e empresários dos setores da construção e do industrial madeireiro a investirem na construção industrializada base madeira, afinal, não podemos deixar esse bonde passar.
Frente à essa realidade, a “NBR 16.143 – Preservação de Madeiras – Sistema de Categorias de Uso”, é um verdadeiro manual, que proporciona a descrição detalhada de requisitos mínimos de tratamento de madeiras, que podem garantir o desempenho de componentes de uma edificação contra a ação de agentes biodeterioradores, em especial cupins e fungos apodrecedores.
Autoria: Flavio C. Geraldo – ABPM – VP